maio 19

icann O mundo logo esgotará o número de endereços de internet disponíveis, por conta da explosão no número de aparelhos conectados à web, a menos que as organizações adotem uma nova versão do Internet Protocol, declarou o presidente da organização que aloca os endereços IP.

Rod Beckstrom, o presidente da Icann, disse que apenas 8% ou 9% dos endereços ipv4 ainda estão disponíveis, e que as companhias precisam adotar o novo padrão ipv6 o mais rápido possível.

www “Estão se esgotando,” ele declarou à Reuters em entrevista. “A mudança realmente precisa ser realizada; estamos chegando ao final de um recurso escasso”, afirmou.

O ipv4, usado desde que a internet se tornou pública, nos anos 80, foi criado com espaço para apenas alguns bilhões de endereços, enquanto a capacidade do ipv6 é da ordem dos trilhões.

Uma multiplicidade de aparelhos, entre os quais câmeras, players de música e consoles de videogames, está se somando aos computadores e celulares na conexão à web, e cada um deles precisa de um endereço IP próprio.

Hans Vestberg, presidente-executivo da fabricante de equipamentos para telecomunicações Ericsson, previu no começo do ano que haveria 50 bilhões de aparelhos conectados, até 2020.

Beckstrom disse que “é uma grande tarefa administrativa e de operações de rede… mas terá de ser realizada, porque nós, seres humanos, estamos inventando tamanho número de aparelhos que usam a internet, agora”.

O presidente da Icann estava em Moscou para a entrega formal do primeiro nome de domínio internacional em alfabeto cirílico para a Rússia. Em lugar de ter de usar o domínio .ru, expresso no alfabeto latino, as organizações russas agora poderão empregar seu equivalente em cirílico.

A Icann aprovou a introdução gradual de nomes de domínio internacionalizados no ano passado. Países podem solicitar nomes de domínio nacionais em outras formas de alfabeto, como o arábico ou o chinês, e isso no futuro será expandido para todos os nomes de domínio da internet.

Até o momento, Rússia, Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos obtiveram aprovação da Icann para usar seus alfabetos nacionais no domínio de primeiro nível, a parte do endereço que vem depois do ponto.

Fonte G1



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out 26

windows7

Lançamento comercial? Não… A Microsoft se manteve fiel ao seu histórico de transformar em festa as suas novidades. Ok, aquela história de fazer reuniões de amigos em casa para mostrar as maravilhas do novo Windows 7 não deu muito certo – ao me­­nos não em terras brasileiras. Mas a empresa fez barulho. Despachou executivos para o mundo inteiro – o chefão Steve Ballmer foi ao evento de Nova York, Steven Sinofsky, presidente da divisão Windows, foi a Tóquio; o Brasil contou com Darren Huston, vice-presidente para produtos de consumo e online – e valorizou o momento. Afinal, a era do torturante Vista acabou.

O Windows 7 tem muitas virtudes, mas elas são ressaltadas pelos defeitos de seu antecessor. A empresa soube, de certa forma, usar isso a seu favor, principalmente na fase final. Ao colocar uma versão beta para teste, em maio, e permitir que ela fosse copiada por quantos usuários o quisessem, ela ganhou o coração de muita gente. E, naturalmente, aplicou isso no seu marketing. As versões de testes, diz a Mi­­crosoft, foram usadas por 8 milhões de pessoas em 113 países – um campo de provas sem igual no mercado. “É o caso mais marcante de participação do usuário na história da indústria de software”, disse o presidente da subsidiária brasileira, Michel Levy, na entrevista coletiva de lançamento.

Também por isso, as caixinhas que chegaram às lojas na quinta-feira passada não continham nenhuma surpresa. Novas funções, como a dos grupos do­­mésticos e a barra de tarefas re­­desenhada, foram bem faladas. Nos eventos de lançamento, os executivos da empresa salientaram alguns dos pontos mais citados pelos 16 mil usuários en­­trevistados na fase de desenvolvimento do produto. Seu PC demora para ligar? Não é o único – e a Microsoft sabe disso. O 7 avança bastante nessa área. Quer minimizar todas as janelas exceto uma? Clique nela e agite o mouse, o resto acontece sozinho.

O Windows 7 chegou às lojas em cinco versões. Dese­­nhada para profissionais liberais e empresas pequenas e médias, a Profes­­sional (que custa R$ 629,00) traz mais recursos na área de segurança e conectividade em rede. As versões domésticas são a Home Basic (R$ 329,00) e a Home Premium (R$ 399,00). A Premium tem todos os recursos (tanto os práticos quanto os de ordem estética) do sistema, en­­quanto que a Basic exclui a in­­terface Aero, a função dos grupos domésticos e o suporte a telas sensíveis ao toque. As mesmas funções, assim como o Media Center, es­­tão fora do campo da versão Starter. Esta última está disponível apenas pré-instalada, em netbooks e desktops de baixo preço. Para quem conheceu o Vista Star­­ter (e sofreu com ele), uma notícia que deve trazer alívio: não há mais a limitação de apenas três aplicativos abertos simultaneamente. Menos mal. E há ainda a versão Ultimate (R$ 669,00), que concentra todas as funcionalidades.

O detalhe é que, segundo a Microsoft, o 7 é bem “magrinho” – tanto que pode ser usado com vantagens por máquinas que já rodavam o Vista (leia mais sobre isso ao lado). “Das máquinas disponíveis no mercado hoje, 95% têm capacidade para rodar qualquer versão do Windows 7, in­­clusive a Ultimate. Até um netbook pode”, diz Osvaldo Barbosa Oliveira, diretor geral de consumo e online da Microsoft Brasil. Sendo assim, a opção por uma edição ou outra está mais relacionada ao bolso do freguês do que ao processador ou à memória. Segundo o executivo, o preço para os fabricantes de máquinas foi pensado para que o sistema operacional respondesse por, em média, 10% do preço de cada máquina nova.


Fonte: Gazeta do Povo



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