jan 16

IDC estima que 1 bilhão de pessoas terão trabalhos "móveis", sem local definido, em 2011


Uma pesquisa da consultoria IDC indica que, em 2011, cerca de 1 bilhão de trabalhadores em todo o mundo serão móveis, sem um local fixo de trabalho como escritório, fábrica ou loja. Segundo o estudo, a pressão sobre as empresas para adotar programas de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho para seus funcionários é um dos principais fatores envolvidos nessa previsão. A redução de custos com infra-estrutura e instalações é outro.

A mudança nesse balanço, diz o IDC, é cada vez mais possível graças aos avanços nas tecnologias móveis, que permitem que o trabalho seja feito de qualquer parte, e não apenas de um local fixo. Segundo a consultoria, ao fim de 2011, perto de três quartos da população dos EUA será móvel.

Embora o uso da tecnologia de mobilidade possa trazer grandes benefícios às companhias, eles também trazem riscos associados com o armazenamento de informações sensíveis em pequenos aparelhos que podem facilmente ser perdidos, diz o diretor de Serviços para Empresas Móveis do IDC, Stephen Drake. Desenvolver um plano para o gerenciamento e segurança de aparelhos deve ser parte de qualquer tipo de migração em larga escala para a tecnologia de mobilidade, conclui.

O IDC ainda aponta que com a mobilidade, as empresas poderão aumentar a resposta de seus funcionários além de reduzir custos com a redução do espaço necessário para suas operações. Essa tendência, por exemplo, já é identificada mesmo no Brasil, por meio de empresas multinacionais.

É o caso da HP, que neste ano pretende diminuir em um terço o gasto com seu escritório central apenas aumentando a mobilidade de seus funcionários. Estamos aumentando o uso de notebooks e aparelhos móveis em nossa estrutura. Com isso, vamos reduzir nossos escritórios de três para dois andares, diz o vice-presidente da divisão de Sistemas Pessoais da empresa no país, Juan Jimenez. A HP hoje utiliza três andares da Torre Norte do Centro Empresarial Nações Unidas (CENU), um dos complexos empresariais mais caros do país. A empresa avalia que, no tamanho atual, o gasto com espaço físico é de US$ 12 mil por ano por funcionário. A idéia, diz Jimenez, é reduzir esse gasto tornando móveis 70% dos funcionários do local.

Ainda assim, de acordo com o estudo do IDC, muito dessa expansão no trabalho móvel virá mesmo dos países desenvolvidos. A consultoria afirma que a força de trabalho dos EUA é a que tem maior percentual de mobilidade, com 68% do total em 2006. No Japão, embora não haja uma taxa tão alta, a expectativa é que isso aumente para 80% em 2011, contra 53% em 2006.

Fonte:  O Globo

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Escrito por Airton

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