mar 17

Queda de governador expõe expansão da indústria sexual


Internet muda comportamentos e gera proliferação de redes de prostituição de luxo nos EUA

Esqueça a escadinha, a luz vermelha, o perfume barato e a fumaça no ar. Hoje, é possível escolher a mulher dos seus sonhos analisando curvas e predicados por meio de fotos ousadas, a partir de um laptop no quarto de um hotel. É claro que, para isso, é necessário desembolsar o preço da comodidade: no Emperors Club VIP, a agência de prostituição de luxo americana que prestava serviços ao governador de Nova York Eliot Spitzer, uma hora no paraíso com uma garota custava até US$ 5,5 mil – as jovens eram classificadas por uma escala.

A profissão mais antiga do mundo tira proveito do que há de mais moderno em tecnologia para ganhar ainda mais dinheiro. O escândalo que levou à renúncia de Spitzer não é apenas mais um relacionado a sexo e poder. Revelou sobretudo a força da prostituição de luxo nos EUA.

Agências utilizam mensagens de texto para registrar o horário da chegada da garota ao local do encontro, aceitam transferências de dinheiro pela internet e criam sofisticados sites com fotos, preços e as diferentes categorias das jovens – pelos critérios de “educação, sofisticação, caráter e habilidade para criar o clima”.

– Os avanços tecnológicos aumentaram as diferenças entre as prostitutas das calçadas e as que trabalham em bordéis ou atendem a domicílio – explica Ronald Weitzer, autor do livro Sexo à Venda: prostituição, pornografia e a indústria do sexo.

A internet ajuda a estreitar a relação entre as redes de luxo e o cliente.

– É algo comercial, mas também social. Os clientes passam a ser amigos das jovens – explica Audacia Ray, ex-prostituta e autora de Nua na Internet: conexões, downloads e como ganhar com a “sexploração” pela internet.

Clientes comentam em sites performance de prostitutas

Há uma grande quantidade fóruns na internet nos quais os clientes podem trocar informações sobre as garotas de programa e negociar preços. No site www.bigdoggie.com, por exemplo, um cliente comenta: “Ela é um sonho. Brilhante, divertida, charmosa e tem um corpo perfeito. Faz coisas maravilhosas”. A avaliação de outro não é tão positiva: “Ela não espondeu às chamadas telefônicas nem aos e-mails. É irresponsável”.

O Emperors Club VIP prometia introduzir o cliente no mundo das “modelos, estudantes requintadas e mulheres com carreiras de sucesso”. Mostrava fotos dos corpos das acompanhantes (as que ilustram o alto desta página), com rostos escondidos e os preços dos programas de cada uma.

Os telefones celulares são outra novidade. Spitzer acertou alguns dos encontros usando mensagens de texto. A agência ordenava a Ashley Alexandra Dupré que enviasse uma mensagem quando chegasse ao quarto. Nesse momento, o programa começava a ser cobrado.

Nos EUA, a política atiça a indústria do sexo. Um exemplo: em 2004, antes da convenção republicana, em Nova York, o evento mobilizou agências de acompanhantes ansiosas pelos dólares dos figurões de Washington.


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Fonte: Zero Hora – Edição 15.539

Escrito por Airton

Um Comentario para “Queda de governador expõe expansão da indústria sexual”

  1. joao Escreveu:

    quanto levas á hora?

    es toda boa

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