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Nem sempre a etiqueta vem no e-mail


email Uso inadequado do correio eletrônico causa transtornos a internautas

Quem navega pela internet já ouviu o termo netiqueta, conjunto de regras simples que resume o bom senso na hora de usar o e-mail. As normas, porém, não foram disseminadas na mesma velocidade com que aumentou a utilização do correio eletrônico.

O transtorno de maior repercussão recentemente foi a divulgação, enviada por e-mail por um funcionário da Casa Civil do governo federal, de dossiê com dados reservadas sobre gastos do governo Fernando Henrique Cardoso.

Já exonerado do cargo de secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires disse que enviou a mensagem adiante por engano. O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, entretanto, afirmou que Pires enviou “sem pensar”.
Por engano ou sem pensar, os internautas são bombardeados com mensagens indesejadas que transbordam a caixa postal. Conforme levantamento da Nucleus Research, consultoria norte-americana especializada em TI e mercado financeiro, quase 70% dos e-mails recebidos são lixo eletrônico.

Guia básico da netiqueta

Sugestões de conduta para evitar transtornos e aborrecimentos na comunicação via e-mail:

– Opte por mensagens curtas, com parágrafos de poucas linhas e cada um deles separado por um espaço em branco. Seja claro e objetivo.

– Se a mensagem tiver mais de três temas, é melhor usar o telefone.

– Certifique-se de que o destinatário ou os destinatários tenham necessidade de receber o seu e-mail.

– Ao escrever o título da mensagem, evite rótulos como Urgente, a menos que seja mesmo.

– Somente envie para mais destinatários, usando o campo “cc” (com cópia), quando houver necessidade que mais pessoas saibam da informação.

– Uma desatenção muito comum é “Responder a todos”, quando normalmente a resposta seria apenas para o remetente da mensagem. Os envolvidos poderão receber respostas desnecessárias.

– Lembre-se que na internet convencionou-se que palavras escritas todas com letras maiúsculas dão a entender que você está gritando.

– Não esqueça que um e-mail pode acabar em domínio público, porque não existe sigilo no trânsito de mensagens pela web.

– Use o bom senso: somente anexe arquivos se for a pedido de quem você está enviando a mensagem ou for relevante para complementar o que está escrito.

– Também fique atento ao peso dos documentos anexados, para não ultrapassar um limite aceitável de 1 MB.

– Não se torne um “e-mala”, termo pejorativo usado para os internautas que repassam todo tipo de mensagem desnecessária que recebem, como correntes que não trariam sorte para quem não passar adiante a mensagem, poemas com muitas imagens e músicas tediosas, além de piadas já contadas e recontadas.

– Em empresas, exceto se você for do departamento de RH ou de comunicação interna, não se torne um copiador maluco que precisa informar com uma mensagem desde o presidente até o estagiário, principalmente em datas como Natal e Ano-Novo.

– Assuntos muito importantes requerem um telefonema. Um e-mail pode não chegar porque foi barrado por filtros anti-spam ou mesmo ter ocorrido um problema técnico entre provedores.

– No e-mail profissional, restrinja o uso a assuntos do trabalho. Empresa que cobrar essa conduta não está exagerando.

– A Nucleus Research, consultoria especializada em TI e mercado financeiro, calculou que cada funcionário nos Estados Unidos tem perda de produtividade de US$ 712 por ano somente apagando e-mails indesejados.

– Antes de enviar, digite ou anexe sua assinatura com dados para contato, como telefone.


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Fonte: ZeroHora.com

Escrito por Airton

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