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No Dia Mundial sem Tabaco, lembrado nesta quinta-feira, 31 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o uso de produtos derivados do fumo é a segunda causa de mortalidade no mundo, respondendo por um em cada 10 óbitos registrados entre adultos. O fumo só perde, em número de mortes, para a hipertensão. O tema deste ano é Interferência da Indústria do Tabaco.

O fumo é considerado pela OMS como uma das principais causas preveníveis de morte em todo o mundo. Entretanto, o cenário traçado pelo órgão é de epidemia global, já que o tabaco mata quase 6 milhões de pessoas todos os anos — mais de 600 mil delas são fumantes passivos.

— A menos que tomemos uma atitude, o tabaco vai matar mais de 8 milhões de pessoas [ao ano] até 2030, sendo mais de 80% em países de baixa e média renda — ressaltou a OMS, em nota.

Quase metade das crianças respira, regularmente, ar poluído pela fumaça de cigarros. Mais de 40% das crianças têm pelo menos um dos pais que é fumante. Estima-se, ainda, que a exposição ao fumo seja responsável pela morte de 600 mil fumantes passivos por ano, em todo o mundo. No Brasil, pelo menos 2.655 não fumantes morrem a cada ano por doenças atribuíveis ao tabagismo passivo. Isso equivale a dizer que, a cada dia, sete brasileiros que não fumam morrem por doenças provocadas pela exposição à fumaça do tabaco.

Se você é fumante, tente ficar longe do cigarro pelas próximas 24 horas. Após as primeiras duas horas, não haverá mais nicotina circulando no seu sangue. Oito horas depois, o nível de oxigênio na corrente sanguínea estará normalizado. No dia seguinte, seus pulmões já funcionarão melhor.  O desafio é proposto pelo Dia Mundial sem Tabaco.

Veja abaixo como funciona seu corpo em gráfico ao parar de fumar:

— O teste de dependência da nicotina é usado nos grupos de apoio como ferramenta para identificar se o paciente precisa de algum medicamento para ajudar a abandonar o vício — explica a pneumologista Elaine Ceccon, da Secretaria Municipal de Saúde.

Poucos conseguem parar por conta própria . Porto Alegre é a capital brasileira com mais fumantes: 24,6% dos homens e 20,9% das mulheres porto-alegrenses fumam — 10,7% do total de fumantes consome mais de 20 cigarros por dia. Para tentar mudar essa estatística, mais de 60 grupos de apoio a quem quer parar de fumar estão espalhados pela cidade.

Os grupos seguem a metodologia indicada pelo Inca, baseada na terapia cognitiva comportamental, e conta com suporte do Ministério da Saúde para a distribuição de fármacos, como gomas e adesivos de nicotina, e a bupropiona, remédio de uso oral. A prefeitura de Porto Alegre investe recursos próprios para reforçar os estoques do medicamento, de modo a garantir a continuidade do tratamento.  De acordo com a médica Irma Rossa, especialista em dependência química, somente 3% dos fumantes conseguem largar o hábito sozinhos.

— É preciso desvendar as razões que levam a pessoa ao vício e fazer com que elas se motivem a enfrentar o desafio — explica Irma, que coordena grupos de tabagismo na Casa Bem-estar, mantida pela Unimed Porto Alegre.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o cigarro é responsável pela morte de cerca de 200 mil pessoas por ano no Brasil. Para tentar diminuir índices como esse, é celebrado internacionalmente, nesta quinta-feira (31), o Dia Mundial sem Fumo. Governo e instituições irão se reunir com diversas ações ao longo do dia, no Recife, para promover atividades de conscientização, com exames, palestras e distribuição de material educativo.

Além dos danos à saúde (como diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, dentre mais de 50 doenças diretamente relacionadas ao tabagismo), ao longo da cadeia de produção do tabaco há fatores que afetam o meio ambiente e toda a sociedade: desmatamento, uso de agrotóxicos, agricultores doentes, incêndios e poluição do ar, das ruas e das águas.



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mai 07

Sapatos com plataforma, salto alto, bico fino ou rasteirinhas. São diversas as opções oferecidas para estar na moda. Porém, com o uso excessivo é dificil evitar problemas.

 

De acordo com o ortopedista e traumatologista Renato Brufatto Machado, um dos problemas mais comuns é o joanete, que está relacionado com a largura do pé e o uso frequente de calçados mais justos. O joanete é uma saliência óssea dolorosa que se forma entre a primeira articulação do pé ligada ao dedão (hálux).

Outro incômodo que atinge grande parte das mulheres, principalmente as que praticam uma atividade física regular, é o chamado Neuroma de Mórton, uma microlesão que surge normalmente entre o terceiro e o quarto dedos após esforços em corridas ou caminhadas prolongadas. Para amenizar a dor ocasionada por esse problema, pode ser recomendado o uso de palmilhas macias ou o tratamento cirúrgico, sugere Brufatto, que integra a Associacão Brasileira de Medicina do Pé e Tornozelo.

O especialista em análise do caminhar e da postura Jefferson Selaimen afirma que as calosidades estão entre os casos mais frequentes encaminhados ao exame de baropodometria — tecnologia que avalia as características do caminhar sobre uma plataforma que mede a força dos pés ao tocarem no solo. Os calos se formam, normalmente, no segundo dedo e têm relação com o uso de sapatos de salto alto pela pressão exercida naquela região durante a caminhada.

A dica é usar calçados mais confortáveis que acomodem bem os dedos, evitar o salto alto e fazer alongamentos para fortalecer a musculatura dos pés.



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