mar 15

Crianças adoram biscoitos salgados. Mas os pais devem ficar atentos na quantidade. O consumo desenfreado de “salgadinhos” pode causar sérios riscos à saúde. Confira:

 

bolachinha-recheadaSe você tivesse de apontar qual das guloseimas destas páginas é a mais perigosa, o que diria? Se a resposta foi “todas”, acertou em cheio. Elas são mesmo altamente calóricas. Compare: uma simples bolachinha recheada, de 15 g, tem 73 calorias, enquanto um pacote com 20 g de salgadinho de milho soma 100. Agora, se você pensa que gordura é privilégio do salgado, errou redondamente. O biscoito, que parece tão inocente, é pra lá de rico em gorduras saturadas e sódio, quase tanto quanto o seu oponente cheio de sal, que vence a parada porque a fritura costuma entrar no processo de fabricação da maioria das marcas. A favor da bolacha doce estão alguns (poucos) nutrientes — vitaminas, ferro e cálcio, que são adicionados à fórmula.
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O valor calórico e o efeito fritura são fatores que põem os dois petiscos na alça de mira dos especialistas em saúde. Muitos deles, por sinal, defendem que essas delícias sejam banidas do cardápio, até mesmo do das crianças sem problemas com a balança. É que elas carregam o peso da gordura trans, ou hidrogenada, assídua em sorvetes e na batata frita das fast-food, por exemplo. “Essa substância é capaz de derrubar os níveis de HDL, o bom colesterol, e elevar as taxas de LDL, a versão ruim da molécula”, explica a nutricionista Renata Padovani, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Universidade de Campinas (Unicamp). E aí o mau colesterol dá um passeio ao pé da letra. Fica circulando à vontade pelo sangue e, assim, aumenta o risco da formação de placas nas artérias, a aterosclerose. Está pensando que é cedo para se preocupar com isso? Puro engano. Há evidências de que o processo aterosclerótico começa a se desenvolver na infância. As estrias gordurosas, precursoras dessas placas, podem surgir na aorta já aos 3 anos de idade — acredite!

Hipertensão infantil, que perigo!

Uma olhadinha na tabela nutricional impressa nas embalagens mostra também que tanto salgadinhos como bolachas recheadas têm altas taxas de sódio. Esse ingrediente entra não só na composição do conhecido sal de cozinha, como também no bicarbonato de sódio e no pirofosfato dissódico, utilizados como fermento químico na indústria de alimentos. Os aromatizantes, que proporcionam sabor, também podem levar sódio em sua composição. Como os conservantes, essas substâncias, às vezes, desencadeiam ainda reações alérgicas em quem já tem predisposição. Em níveis normais, o sódio atua no equilíbrio hídrico do organismo e na transmissão de sinais nervosos. Já em quantidades excessivas, não é totalmente eliminado pelos rins e faz o corpo reter líquidos, contribuindo diretamente para a elevação da pressão arterial, entre outros malefícios. De novo, isso também tem a ver com as crianças. Tanto assim que a Sociedade Brasileira de Hipertensão faz um alerta: a hipertensão arterial infantil não ocorre apenas em situações especiais, como doenças renais ou congênitas. Maus hábitos à mesa contribuem — e muito. Isso significa cair de boca em pratos com alto teor de gorduras, açúcar e sal, ou seja, tudo o que salgadinhos e bolachas recheadas têm de sobra. “Estima-se que 5% da população infantil e adolescente apresenta pressão alta”, afirma a cardiologista Andréia Araújo Brandão, conselheira científica da instituição.




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set 03

Ser ativo pode diminuir em 50% a chance de ter câncer, dizem médicos

gordinhoO exercício regular pode aumentar em até 10 anos a expectativa de vida e pode reduzir em até 50% a chance de desenvolver doenças crônicas, como câncer, diabetes e doenças cardíacas. Este é o alerta emitido após a realização do Simpósio sobre
Balanço Energético da Série Científica Latino americana, que reuniu cerca de 130 especialistas em agosto, em São Paulo.

Os médicos afirmam que a conscientização da população para uma vida mais ativa deve ser uma prioridade nas agendas de políticas públicas de todos os países. Exercício físico
e cuidados com a alimentação são as melhores formas de combater os problemas associados ao ganho de peso, segundo Fernando Lavalle, presidente do Comitê Científico responsável pela organizacão do simpósio:

– O controle inadequado do balanço energético é, sem sombra de dúvida, a principal causa de obesidade que afeta a América Latina.

O especialista em Medicina Interna da Universidade de Rosário, na Colômbia, John Duperly, afirma que fazer uma hora por dia de atividade física ativa cerca de 800 genes que contribuem para a manutenção da boa saúde, bem como para reduzir em até 50% o desenvolvimento de doenças como câncer, diabetes e derrame.

Até agora, diz Duperly, não há droga tão eñcaz para uma vida saudável quanto o exercício. Ele explicou que cinco intervenções no estilo de vida podem reduzir o risco de até 90% de desenvolver diabetes tipo 2: não fumar, ter um consumo moderado de álcool, comer cinco porções de frutas e vegetais, fazer meia hora de exercícios por dia e, ainda, manter o peso adequado à altura.


Gorduras e açucares são os maiores vilões

Eric Ravussin, diretor do Centro Biomédico Pennington de Pesquisa em Nutrição sobre Obesidade da Universidade do Estado de Louisiana, disse que um dos fatores determinantes no ganho de peso experimentado pela população do mundo nos últimos anos e’ o aumento do consumo de gordura, ao invés da ingestão de carboidratos e açúcares, uma vez que as gorduras têm um maior impacto no desequihbrio de energia
O especialista explica que o metabolismo do corpo humano funciona de forma diferente para carboidratos e gorduras. Enquanto os primeiros vão para o fígado, e servem para proporcionar energia ao músculo esquelético, as gorduras praticamente servem para aumentar o tecido adiposo.
No entanto, segundo Ravussin, é preciso estudos mais consistentes que expliquem o desequilíbrio entre a ingestão de calorias e o gasto energético porque “no meio ambiente há muitos gatilhos que podem disparar a obesidade e ainda há muitas coisas para descobrir”.



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