dez 07

fernando gomesOs adolescentes ganharam um respaldo extra na hora de argumentar com os pais que reclamam sobre o excessivo tempo que passam na frente do computador. Um estudo da Fundação MacArthur, nos Estados Unidos, concluiu o que parece óbvio para a garotada: internet faz bem.

Como parte de um investimento de US$ 50 milhões para descobrir como as mídias digitais são integradas às vidas dos adolescentes, pesquisadores observaram jovens conectados durante 5 mil horas. A conclusão: não há motivo de preocupação nem é desperdício de tempo navegar por salas de bate-papo, sites de relacionamento, como o Orkut, e jogos online. Pelo contrário, essas atividades estimulam e dão confiança aos jovens.

– A adolescência é uma fase de mais ansiedade, e essas ferramentas facilitam o contato com o grupo e um certo grau de desinibição – analisa o psiquiatra de infância e adolescência Daniel Spritzer, coordenador do Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas, do Rio Grande do Sul.

Rafael Lemanski Santos, 15 anos, passa bastante tempo no micro. Há dias em que chega do colégio, almoça, liga o computador e só desliga ao dormir. As atividades preferidas nem são difíceis de adivinhar: Orkut , MSN e games. É pela web que combina encontros com os amigos e mantém contato com os que não vê seguidamente. Do game online Priston Tale, até a namorada tem ciúmes.

– A gente acaba fazendo amigos no jogo – diz ele.

Luciene, a mãe do garoto, admite que já chegou a se preocupar com o uso excessivo do computador. Hoje, não mais. Rafael vai bem no colégio e não deixa de sair com os amigos para ficar conectado.

– Ele organiza os horários de estudo, não cobro se está no computador. É uma relação de confiança – diz Luciene.

Na internet brasileira, a faixa etária de 12 a 17 anos é a que mais cresce, chegando a 4,3 milhões de acessos residenciais em outubro (alta de 26% em um ano, enquanto a internet residencial brasileira como um todo aumentou em 19%), segundo o Ibope/NetRatings. Pesquisadora da área de cibercultura da Universidade Tuiuti do Paraná, Adriana Amaral lembra que, se hoje há pais que culpam o computador, no passado o vilão foi a TV.

E nem tudo é diversão na atividade online dos adolescentes. Apesar de a turma com 12 a 17 anos representar 18% da audiência residencial da web no país, responde por 25% dos acessos à Wikipédia, a enciclopédia online colaborativa – um sinal de que a internet também é ferramenta de aprendizado.

Fonte: Zero Hora




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set 26

disfunção_erétil

Pesquisa inédita desenvolvida no Departamento de Farmacologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp avaliou os benefícios da atividade física regular na disfunção erétil. O estudo, que foi tema da tese de doutorado do farmacêutico Mário Ângelo Claudino, foi orientado pelo professor Edson Antunes, ex-coordenador da subcomissão de Pós-Graduação em Farmacologia da FCM. A pesquisa teve também a colaboração da professora Angelina Zanesco, do Departamento de Educação Física da Unesp (Rio Claro).

Estudos epidemiológicos têm comprovado que a atividade física aeróbia diária previne e combate a hipertensão arterial, o diabetes e o colesterol, fatores de risco para as doenças cardiovasculares. Entretanto, a maioria dos estudos tem priorizado os efeitos do exercício físico nessas patologias, dando pouca atenção à disfunção erétil. De acordo com Claudino, há na literatura internacional uma correlação negativa dessas doenças com a função erétil. Sabe-se que pacientes com pressão alta, colesterol e diabetes têm deficiência de óxido nítrico (NO) e uma predisposição maior para ter disfunção erétil.

“Diz um ditado popular que o exercício melhora tudo. A função erétil é proveniente, também, de uma melhora cardiovascular, pois leva ao relaxamento da musculatura lisa do corpo cavernoso e favorece a ereção peniana. O mecanismo que desencadeava isso nunca havia sido estudado. Resolvemos então analisar a correlação entre a atividade física e a disfunção erétil”, explicou Claudino.

A pesquisa começou em 2003 como um projeto piloto em ratos sadios dentro do Departamento de Farmacologia. Posteriormente, a investigação avançou para o estudo do treinamento físico sobre a disfunção erétil em animais submetidos a desordens como pressão alta e diabetes, que inibem a síntese do óxido nítrico.

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