dez 07

ecmmerce-dicas Datado de 11 de setembro de 1990, o Código de Defesa do Consumidor não apresenta termos voltados especificamente para a internet. Entretanto, de acordo com a diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP, Valéria Garcia, o artigo 49 do capítulo VI, sobre proteção contratual, pode ser aplicado às situações de compras online. É determinado que o consumidor pode desistir da compra quando a realiza fora de um estabelecimento comercial em um prazo de sete dias e receber seu dinheiro de volta.

– Os direitos são os mesmos e são garantidos, especialmente o de arrependimento. Na internet, só tem a descrição do produto e a imagem, que nem sempre dá para confiar – explicaValéria.

O maior número de queixas registradas pelo Procon sobre compras online se refere ao não recebimento do produto. A recomendação da diretora é de primeiramente tentar resolver o problema com a empresa fornecedora. Caso não consiga, deve-se procurar o Procon e reclamar.

Para isso, porém, é importante saber em que site foi efetivada a compra, de que local é a empresa e se tem um meio de contato (telefone ou e-mail). A vítima também pode recorrer a delegacias de polícia para registrar a ocorrência.

A pena para o estelionato é de multa e reclusão de um a cinco anos, de acordo com o artigo 171 do Código Penal.


Fuja das armadilhas

Fornecedor

Procure no site informações como endereço, CNPJ e formas de contato, além de e-mail. Cuidado com sites que colocam à disposição apenas telefone celular. Procure empresas conhecidas e indicadas por amigos ou que tenham estabelecimento físico.

Segurança do site

Apenas forneça seus dados pessoais e bancários em sites iniciados pela sigla “https” e que tenham um cadeado no canto inferior direito da tela.

Frete e prazo

Nem sempre essas informações aparecem na descrição do produto. Tome conhecimento antes de fechar a compra.

Comprovantes

Imprima e guarde todos os comprovantes de compra, transações e confirmação e o número do pedido. As lojas também costumam encaminhá-los para o e-mail do consumidor.

Antivírus e firewall

Mantenha sempre instalados (e atualizados) em seu computador.

E-mails

Desconfie dos promocionais e dos que informam irregularidades em seus dados cadastrais. Não abra e-mails de remetentes desconhecidos.

Transações

Nunca devem ser realizadas em lan houses, cibercafés e computadores públicos.

Senha

Troque-a periodicamente, sobretudo a do internet banking.

Conta corrente

Fique de olho. Se perceber algo irregular, procure o banco.




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dez 07

CRESCIMENTO DE 25% NAS VENDAS ONLINE NESTE NATAL INDICA QUE MAIS CONSUMIDORES EVITARÃO AS FILAS NAS LOJAS. MAS A COMODIDADE EXIGE ATENÇÃO

compras de natal A aproximação do final do ano traz consigo a preocupação com a compra dos presentes de Natal. Uma alternativa cada vez mais buscada para não enfrentar lojas e estacionamentos lotados são os serviços de vendas pela internet. Conforme a consultoria e-Bit, este ano, as vendas correspondentes ao período natalino, de 15 de novembro a 24 de dezembro, devem arrecadar R$ 1,35 bilhão, 25% a mais do que em 2007. Entretanto, para aproveitar as comodidades de comprar de casa é preciso cuidado com a segurança das transações na web.

Segundo Fernando Lopes, vice-presidente de varejo da CTIS, que fatura em média R$ 600 mil por mês em negócios online, a cada ano, os consumidores vêm se sentindo cada vez mais seguros para comprar pela internet. Dados da consultoria e-Bit indicam que o e-commerce brasileiro cresceu 24% de setembro de 2007 a setembro de 2008. Mas muitos consumidores ainda têm medo do comércio online.

Para o administrador de empresas e analista financeiro Guilherme Augusto De Jorge, a internet é a última opção.

– Não confio muito em passar meus dados, como o número do meu cartão de crédito. Prefiro comprar nas casas comerciais – afirma.

André Kruklis, contabilista e administrador, é o oposto.

– Se o preço está bom, compro tudo pela web. Só o supermercado eu ainda não faço online – diz.

Para o professor de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB) e doutor em criptografia e segurança da informação, Anderson Nascimento, o problema do e-commerce vai além da tecnologia.

– O aumento de segurança não depende só da evolução tecnológica, mas também das pessoas que cuidam das informações confidenciais e da educação do usuário. Quando há mais empresas envolvidas, o risco de existirem falhas de segurança é maior – diz.

Fernando Lopes, da CTIS, garante que o meio é seguro, desde que as precauções necessárias sejam tomadas. Mas é preciso desconfiar das grandes promoções.

– Às vezes, na ânsia de ter um lucro fácil, o consumidor se esquece de tomar cuidado com coisas básicas. O que recomendamos é procurar sites de empresas conhecidas para ter onde reclamar, por exemplo – diz.

Para a advogada Patricia Peck, especializada em direito digital, o risco do e-commerce aumenta no Natal porque aparecem sites pequenos de vendas, principalmente de produtos eletroeletrônicos. De acordo com o delegado Sílvio Castro, da Divisão de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (Dicat), muitos problemas de fraude ocorrem quando os interessados na compra passam dos limites de relacionamento do site de leilão.

– As pessoas tentar fazer o negócio fora do site de comércio, começam a conversar por e-mail – diz, alertando para as falsas mensagens de confirmação de pagamento, que induzem o consumidor a clicar em links para conferir o saldo.

A orientação é checar no próprio site, e não clicar nos endereços enviados. Outra dica é ter cuidado com os nomes presentes na conta de depósito e no registro do produto.

– Se os nomes forem diferentes, é um indício muito forte de fraude – explica o delegado, que indica as pesquisas em sites de busca, para saber se a empresa é confiável, e o site Reclame Aqui, para cadastro de reclamações.

Fonte: Correio Braziliense




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