mar 20

O Vídeo abaixo mostra um barco sendo atingido por ondas do tisunami no japão, confira!




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nov 23

piratas_somalia_foto1Seus carros são de luxo, e suas festas, extravagantes – assim como suas mansões, seus telefones celulares de última geração e suas jovens e belas mulheres. A descrição parece a de um rap- per americano, mas os personagens dessa história são outros. No imaginário popular, eram sujos, com pernas de pau e tapa-olhos. Hoje, são considerados os “novos ricos” de um país mergulhado na pobreza e na anarquia. Assim são os piratas da atualidade na Somália, homens que atacam navios na costa africana e enriquecem com o dinheiro dos resgates.

A pirataria somali tem suas raízes em um movimento de pescadores que decidiu se unir nos anos 90 para impedir a pesca ilegal e o derrame de resíduos tóxicos no litoral. Os seqüestradores garantem que esse continua sendo o principal objetivo, mas o fato é que a pirataria se tornou uma indústria altamente lucrativa – e a única em crescimento na Somália.

Até agora, os piratas teriam embolsado US$ 30 milhões (R$ 72 milhões) com resgates, segundo o Instituto de Estudos Internacionais Chatham House, da Grã Bretanha. Cifra que pode quase dobrar se os proprietários do superpetroleiro saudita Sirius Star – seqüestrado em 15 de novembro – concordarem em pagar os US$ 25 milhões (R$ 61,9 milhões) exigidos pelos criminosos. Já o chanceler do Quênia, Moses Wetangula, estima os lucros dos piratas em um valor muito maior – para ele, os resgates teriam rendido, só em 2008, mais de US$ 150 milhões.


 Comerciantes da costa somali festejam pirataria

Estimativas indicam que hoje há mais de mil piratas circulando pelo Golfo de Áden – em 2005, esse número seria de pouco mais de cem. Neste ano, já passaram de 90 as embarcações seqüestradas na região (veja quadro). Na província de Puntland, cidades como Eyl, Garowe e Harardhere se converteram em ilhas de luxo em meio ao caos do restante do país. Não surpreende que as cidades costeiras da Somália vejam os piratas como heróis.

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– Os piratas são meus melhores clientes, pois compram as roupas e os perfumes mais caros – diz Mohamed Ali Yarow, comerciante em Garowe.

Localidades que haviam sucumbido à miséria estão agora cheias de restaurantes, carros Land Cruiser e cybercafés. Hoje, os moradores têm dinheiro para comprar geradores de eletricidade, um luxo até pouco tempo inimaginável nessa parte da Somália.

– Ilegal ou não, o que posso dizer é que esse dinheiro deu vida nova ao nosso povo – relata Shamso Moalim, de Harardhere.

Na cidade, os habitantes festejaram a chegada do Sirius Star, que está ancorado no local. Os comerciantes começaram a lotar as prateleiras com grandes quantidades de cigarros e alimentos. Além disso, instalaram quiosques nas praias para abastecer os piratas com tudo o que necessitem.

Proprietária de uma loja em Harardhere, Sahra Sheik Dahir conta que confia tanto nos piratas que os deixa comprar produtos a crédito:

– Anotamos tudo em um caderno e, quando eles recebem o resgate, nos pagam a dívida com acréscimo.

O resgate muitas vezes cai do céu, jogado a partir de helicópteros, ou chega ao navio em bolsas impermeáveis, transportadas em pequenas embarcações. Os piratas dispõem de máquinas para contar dinheiro, as mesmas usadas em casas de câmbio.

Como bons empresários, eles investem parte dos lucros em equipamentos para facilitar o trabalho de pirataria, como aparelhos de GPS, mas ainda sobra muito. Mesmo com tanto dinheiro, os conflitos pela distribuição dos lucros são raros.

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