abr 20

Quem sofre de diabetes tem uma preocupação constante: seus pés. Por isso, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) está distribuindo o primeiro manual ao pé diabetico. Com 40 páginas, os 10 mil exemplares destinam-se aos especialistas que trabalham com doentes, ajudando no diagnostico e na orientação precoce. Confira parte do material:

Principais sintomas:
Dores nas pernas, principalmente com exercícios, feridas que não curam, pés inchados, azulados e ressecados, dormência e insensibilidade, o que pode levar uma pessoa a não perceber uma ferida.

Cuidados:

  • É preciso examinar diariamente os pés e ter cuidados com bolhas, rachaduras e ressecament0s.
  • Evite colocar os pés de molho, pois eles poderão rachar ou ressecar.
  • Nunca ande descalço.
  • Não mtente remover calos ou verrugas com curiosos e pedicures sem treinamento.
  • Use diariamente uma loção ou creme hidratante nos pés. Retire o excesso e não use creme entre os dedos.
  • Peça para seu médico examinar bem seus pés durante a consulta.

 Os mandamentos:

  1. Não fazer compressa nos pés, em qualquer temperatura
  2. Usar meias sem costuras por dentro e por fora
  3. Não remover as cutículas das unhas dos pés
  4. Não usar sandálias com tiras entre os dedos
  5. Cortar as unhas retas e acertar os cantos com serra de unha
  6. Hidratar bem o pé
  7. Nunca nadar descalço
  8. Olhar sempre as plantas dos pes e tratar logo qualquer arranhão ou ferimento
  9. Não usar sapatos apertados ou de bico fino
  10. Tratar as calosidades com profissionais de saúde
  11. Seque bem os pés após o banho.


Baixe o manual completo aqui



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nov 26

torcendo o péA articulação do tornozelo é formada pelo encaixe dos ossos da perna no pé. Eles são revestidos por uma película de cartilagem e mantidos unidos por fibras denominadas ligamentos.

Quando torcemos o tornozelo estes ligamentos sofrem uma grande tensão e suas fibras arrebentam. A gravidade do entorse está associado ao número de fibras lesadas. Em alguns casos o ligamento chega a arrancar um fragmento ósseo que necessita, em geral, ser fixado cirurgicamente.

Quais são os Sintomas ?

Inchaço, dor e dificuldade para caminhar direito. O diagnóstico e tratamento devem ser perfeitos para evitar que você fique com o pé frouxo. Algumas vezes é necessário realizar uma radiografia para afastar a hipótese de fratura; ou até exames mais sofisticados.

Como é feito oTratamento?

O tratamento varia de acordo com a gravidade do trauma e da presença de possíveis lesões associadas (osso, cartilagem, tendões).

Devemos adotar medidas para diminuir a dor e o inchaço (bolsa de gelo, medicação adequada, elevação do pé, faixa compressiva, uso de muletas).

A dor dura, em média, 7-14 dias, mas o ligamento demora de 03 a 06 semanas para cicatrizar, dependendo do número de fibras que romperam. Portanto, é muito importante não abandonar o tratamento antes da hora, só porque não há mais dor, você corre o risco do seu ligamento não cicatrizar ou cicatrizar alongado causando entorses de repetição. O ligamento deve ser protegido com o uso de um dispositivo que imobilize o tornozelo.

E a Reabilitação?

Existem recursos para aliviar a dor e o inchaço, mas não devemos esquecer do alongamento e fortalecimento dos músculos que auxiliam a estabilidade da região.

Outra etapa importante é a recuperação da propriocepção, um reflexo que corrige a posição espacial do pé de forma automática, independente do terreno que pisamos. Quando torcemos o pé, perdemos este reflexo e passamos a sentir o pé meio -bobo-.

Em casos crônicos, que não respondem à fisioterapia pode ser necessário cirurgia para estabilizar o tornozelo, porque o problema não é só ele torcer toda hora; cada vez que isto ocorre pode haver um atrito na cartilagem que reveste a extremidade dos ossos – você acaba desenvolvendo um desgaste precoce da cartilagem = artrose.

Dr. Eduardo Pereira
Médico Ortopedista – Hospital Albert Einstein




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