abr 16

h1n1-vacina MINISTÉRIO DA SAÚDE ESCLARECE AS DÚVIDAS FREQUENTES

Preocupado em informar ao máximo a população, o MS selecionou as dúvidas mais freqüentes nos serviços públicos de saúde e no seu Disque Saúde (0800 611997).  A equipe técnica do próprio ministério é quem as respondeu.

O que é influenza A, ou gripe suína?

É uma doença respiratória contagiosa causada pelo vírus A (H1N1). Assim como a gripe comum, a influenza A é transmitida de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro e contato direto com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Os sintomas podem aparecer 7 a 14 dias após a pessoa infectar-se pelo novo vírus.

Qual a diferença entre a gripe comum e a suína?

Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, ao apresentar esses sintomas, procure o seu médico ou um posto de saúde.

O vírus da gripe é mais violento do que o da gripe comum? Qual mata mais?

Inicialmente, acreditava-se que o vírus A (H1N1) fosse mais patogênico do que o da gripe sazonal, comum.  Porém, até o momento, ele não demonstrou ser mais violento ou mais mortal na população geral. A maioria das pessoas desenvolve a forma leve da doença e se recupera sem uso de medicamentos. Assim como na gripe comum, portadores de doenças crônicas, gestantes e crianças com menos de 2 anos são  os mais vulneráveis. A principal diferença é que o vírus da gripe A tem potencial maior de causar doença grave em pessoas saudáveis de 20 a 39 anos. Em compensação, tem afetado menos as com mais de 60 anos.

Por que não vacinar toda a população?

A vacinação em massa não tem sentido por um motivo bem simples: a contenção de segunda onda da pandemia de gripe A não é mais possível em todo o mundo.

Que critérios o Ministério da Saúde utilizou para selecionar os grupos prioritários para a vacinação? Esses grupos são os mais afetados ou os que têm maior risco?

Comecemos pelos trabalhadores da saúde. Eles precisam estar protegidos, pois são os que garantirão o funcionamento ininterrupto dos serviços de pronto-atendimento, vigilância em saúde, laboratório. Deles dependem todos os serviços de combate à pandemia de gripe A – da vacinação ao diagnóstico e tratamento. Não se pode correr o risco de colapso dessas atividades essenciais.

Os indígenas aldeados por dois motivos: são mais vulneráveis a infecções e têm maior dificuldade de acesso às unidades hospitalares, caso necessitem.

Os demais grupos prioritários são aqueles que, na primeira onda da pandemia, tiveram mais frequentemente a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que é a forma grave da influenza A. Por exemplo, entre as mulheres em idade fértil que apresentaram SRAG em 2009 devido à gripe A, 22% eram gestantes. Os jovens de 20 a 29 anos foram o grupo etário mais afetado: representam 24% do total de casos de SRAG por influenza A em 2009. Entre os adultos de 30 e 39 anos, ocorreu a maior taxa de mortalidade: 22% do total de óbitos.

Todos os trabalhadores da área de saúde precisam se vacinar?

Não. Apenas aqueles estão na rede de serviços, atendendo diretamente a população. Ou seja, aqueles que, em razão das suas funções, têm risco potencial de contrair a infecção pelo H1N1 no contato com possíveis suspeitos da doença. Portanto, devem se vacinar os trabalhadores da atenção básica (postos de saúde e  programa de saúde da família),  dos serviços de média e alta complexidade (pequeno, médio e grande porte) e aqueles que atuam na vigilância epidemiológica, especialmente na investigação de casos e em laboratório.

É importante que todos os trabalhadores da área de saúde informem-se nos seus serviços e na Secretaria Municipal ou na Secretaria Estadual de Saúde para conhecer os detalhes da vacinação, já que a imunização não será feita em 100%.

E a população indígena que vive em aldeias será 100% vacinada?

A partir dos 6 meses de idade, sim, devido à maior vulnerabilidade a infecções.

Por que vacinar portadores de doenças crônicas?

Devido às doenças crônicas eles já são naturalmente mais vulneráveis a infecções. E a maior vulnerabilidade aumenta a probabilidade de quadros de maior gravidade e óbito. Na pandemia de 2009, observou-se um alto percentual de pessoas com doenças crônicas entre os casos de SRAG.

Quem pode ser considerado portador de doença crônica?

A lista é grande. Estão nesse grupo, por exemplo:
* Pessoas com obesidade grau III, antigamente chamada obesidade mórbida, independentemente da idade.
* Pessoas com doenças renais, pulmonares, cardiovasculares, hepáticas e hematológicas crônicas
* Imunodeprimidos devido ao uso de certos medicamentos (por exemplo, contra rejeição de transplantes, cortiscosteróides e antineoplásicos) e de algumas doenças (como câncer e aids).
* Diabéticos.

E os idosos por que não estão entre os grupos prioritários?

Porque a influenza A afeta menos as pessoas com mais de 60 anos. Porém, se o idoso tiver alguma doença crônica, deverá ser vacinado contra a gripe suína. A vacina será feita durante a campanha anual de vacinação do idoso contra a gripe comum, de 24 de abril a 7 de maio. Portanto, o idoso com doenças crônicas tomará duas vacinas: contra a influenza A e contra a gripe comum.

O fato de as pessoas terem doenças crônicas não aumenta o risco de efeitos colaterais da vacina?

Não. A possibilidade de ocorrer um evento adverso após a administração da vacina em pessoas com doença crônica é a mesma de qualquer outra pessoa.

Por que as crianças com menos de 6 meses não estão incluídas nos grupos prioritários? Há alguma contraindicação?

É que não está comprovado que nessa faixa etária a vacina garante proteção.

Por que vacinar as grávidas contra a gripe suína se normalmente não são vacinadas contra a gripe comum?

Não há nenhuma contraindicação à vacinação de gestantes contra a gripe comum. Acontece que as campanhas anuais priorizam a população de maior risco – a população de 60 anos ou mais. Já em relação à influenza A as gestantes são consideradas como grupo de risco. Relembramos que, em 2009, entre as mulheres em idade fértil que apresentaram a forma grave da gripe A, 22% eram gestantes.

A vacina não oferece risco à grávida? E ao feto? Há risco de aborto?

Não há risco em vacinar grávidas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e os  laboratórios produtores, a vacina contra o vírus influenza A H1N1 é segura para a gestante. Também não há evidências de que possa causar aborto ou afetar o feto.

A grávida pode se vacinar em qualquer fase da gestação?

Sim, pois será utilizada para as gestantes a vacina que não contém o adjuvante.  Com base na experiência de outros países que estão vacinando desde novembro de 2009, a OMS e Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) orienta o uso da vacina com ou sem adjuvante. Porém, por cautela, a orientação do Ministério é utilizar em grávidas somente a vacina sem adjuvante.

Suponhamos que a mulher só se descubra grávida depois de 21 de maio. Ela poderá se vacinar, mesmo após o término da campanha de vacinação contra a gripe A?

As mulheres que se descobrirem grávidas ou engravidarem depois de 21 de maio poderão se vacinar depois, sim.

A vacina que será utilizada no Brasil é segura?

Sim. Ela já está em uso em outros países. Até o momento não foi observado neles a relação entre o uso da vacina e a ocorrência de efeitos adversos graves.A segurança da vacinação, porém, não depende apenas do imunizante. Está relacionada também à: 1) utilização de seringas e agulhas apropriadas; 2) adoção de procedimentos seguros no manuseio, no preparo e na administração da vacina, conforme normas técnicas estabelecidas; 3) conservação da vacina na temperatura adequada, conforme preconizado; qualidade da capacitação do pessoal envolvido, bem como da supervisão ao trabalho de vacinação. É fundamental, no entanto, o monitoramento de eventos adversos associados temporalmente à vacinação, para investigá-los.

Qual a eficácia da vacina a ser utilizada no Brasil?

Em média, acima de 95%. Proteção máxima é alcançada entre 14º e 21º dia após a vacinação.

A vacina que será utilizada no Brasil é inalável ou injetável?

Injetável, administrada por via intramuscular.

Qual a incidência de efeitos colaterais da vacina?

A grande maioria apresenta os mesmos da vacina contra a gripe em idosos, são reações leves: dor local, febre baixa, dores musculares, que se resolvem em torno de 48 horas.

Tudo bem tomar a vacina em clínica particular?

A vacina vai estar disponível em toda a rede pública de saúde do Brasil. Mas se você preferir vacinar-se em clínica particular, não há nenhum problema. O Ministério da Saúde não impôs nenhum obstáculo para o setor privado adquirir vacina contra a gripe A. O que pode ocorrer é não haver o produto disponível; isso dependerá da capacidade de fornecimento dos laboratórios produtores.

Se eu me vacinar contra a gripe comum estarei protegida contra a gripe A?

Não. Portanto, se faz parte dos grupos prioritários deverá se vacinar também contra a gripe A.

Supondo que eu faça parte dos grupos prioritários e não queira me vacinar, e aí?A vacina é obrigatória?

De modo algum, a vacina contra a gripe A é compulsória.  Nós, enquanto Ministério da Saúde, apenas recomendamos o que do ponto de vista de saúde pública julgamos necessário. A decisão é individual. Questão de livre arbítrio. Mas antes de decidir, reflita bem. Nós esperamos que você espontânea e conscientemente se imunize, caso faça dos grupos prioritários.

O vírus da gripe suína, como já dissemos, é transmitido da mesma forma que o da gripe sazonal: por gotículas que são expelidas quando a pessoa infectada fala, espirra ou tosse. E as medidas de prevenção são as mesmas para o controle e prevenção da gripe sazonal e de outras doenças respiratórias.Por isso, as medidas de prevenção são muito importantes, principalmente as individuais, pois evitam que uma pessoa doente transmita o vírus para outra. Questão de respeito com a saúde do outro:

* Cubra a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir e espirrar; é para evitar que gotículas atinjam os que estão próximos.

* Lave frequentemente as mãos com água e sabonete. Faça isso, pelo menos: depois de tossir ou espirrar. Após usar o banheiro; antes de comer; e antes de tocar os olhos, boca e nariz

* Evite compartilhar pratos, talheres e alimentos.

* Evite colocar as mãos nos olhos, nariz ou boca após pegar mexer com dinheiro, pegar produtos no supermercado ou ter contato com superfícies que não estejam devidamente higienizadas.

* Procure ter hábitos saudáveis, como alimentação adequada, ingestão de líquidos e atividade física.

Afinal de contas, quanto mais prevenção mais proteção.




Escrito por Airton \\ tags: , , , , , ,

ago 12

perguntas_frequentes_gripe_suina_2 Estou gripada, mas não tive febre, dor de cabeça ou dores no corpo. Devo me preocupar mesmo assim?

Sara Novaes Dias, Salvador (BA)

Se a febre não chegar aos 38°C, não há necessidade de procurar um médico. Mas fique atenta se os sintomas se agravarem. Caso isso ocorra, busque um profissional.

Aqui em casa estamos com um surto de gripe, a princípio comum. Descobrimos hoje que a colega de minha sobrinha (a primeira pessoa a apresentar os sintomas) está com suspeita da gripe A. Quais são as recomendações nesse caso?
Andrea Fernandes, Porto Alegre

Quem teve contato com algum paciente com o novo vírus também pode ter infectado e contagiado outras pessoas. Fique atento aos sintomas. Se ficarem fortes, é preciso consultar um médico para receber o tratamento adequado.

Se tenho plano de saúde e tiver sintomas, posso ser atendida no hospital particular do meu plano ou preciso procurar um público?
Cintia Nunes, Caxias do Sul

As duas opções estão corretas. Você pode procurar um médico em hospital particular que aceite o seu plano de saúde ou mesmo ir até um hospital público – todos estão capacitados para o atendimento. Além disso, os postos de saúde municipais estão atendendo suspeitos da gripe.

Soube de um paciente que foi mandado para casa duas vezes até voltar ao hospital com sintomas mais graves. Acabou morrendo. Como ter certeza de que teremos um diagnóstico certo?
Raquel Signor, Porto Alegre

O tratamento é sempre feito de acordo com o quadro clínico do paciente. A internação é indicada para os casos graves. Caso contrário, a pessoa deve seguir o tratamento em casa. Se o quadro piorar, o paciente deve voltar a buscar ajuda médica.

Caso o paciente não seja medicado, o que pode acontecer?
Paulo Farias, Porto Alegre

A medicação é dada de acordo com os sintomas e o agravamento da doença. O organismo pode reagir à gripe A assim como à influenza comum, porém, com mais dificuldade porque não há anticorpos contra o novo vírus.

Meu pai, de 81 anos, teve febre de 38,5°C, mal-estar e dor de garganta. O médico nos informou que nessa idade não há o menor risco de pegar gripe A. Eles estariam protegidos porque seus antepassados já tiveram essa gripe. Isso é possível?
Raquel Fernandes, Caxias do Sul

Qualquer pessoa corre o risco de ser infectada. Alguns estudos apontam para a hipótese de que as pessoas mais velhas possam estar mais resistentes à doença porque teriam entrado em contato com uma epidemia semelhante em 1957 e desenvolvido anticorpos para o vírus. Mas essa teoria não tem comprovação científica.

Se uma pessoa com gripe comum for tratada com Tamiflu e melhorar, mas em seguida pegar a gripe A e tiver de tomar o mesmo medicamento, ela estará resistente ao remédio? E se tiver a gripe A, mas não tomar o antiviral porque os sintomas foram brandos nos primeiros dois dias, mas depois piorar, o remédio fará efeito?
Elisiane Chaves, Pelotas

O Tamiflu tem eficácia comprovada apenas se for tomado até 48 horas depois do surgimento dos primeiros sintomas. Após, a eficácia começa a cair. O seu uso frequente aumenta as chances de a pessoa se tornar resistente ao medicamento, mas não é uma regra para todos os casos.

Como sabem que as pessoas morrem de pneumonia ou de gripe A se o exame demora 10 dias? Tenho uma filha de 12 anos cardiopata. O risco de contrair a doença é maior? Haverá mais complicações?
Roseli Perusato, Caxias do Sul

A gripe A por si só não leva à morte. O que mata são as suas complicações, e a principal delas é a pneumonia. Cardiopatas têm maior chance de complicações. É importante que tomem os cuidados necessários a partir da orientação dos médicos.

No mesmo ambiente de uma pessoa que está no 10° dia de gripe A, mesmo sem contato físico, posso pegar o vírus?
Sharon Reis, Porto Alegre

O isolamento indicado para um adulto gripado é de 10 dias. Para as crianças, o tempo é de 20 dias. Nesse período, quem tiver contato direto com os doentes pode ser infectado. Para evitar isso, é indicado lavar bem as mãos e evitar tocar nos olhos, na boca e no nariz.

Vou a Passo Fundo. Devo tomar precauções ou evitar a viagem, já que lá a doença está avançada?
Daiane Yasmin, Florianópolis (SC)

Com o vírus circulando por todo o país, não há recomendação oficial para que as pessoas deixem de ir de uma cidade para outra. Porém, se puder evitar, melhor. Fique atento para não ficar em lugares fechados e com aglomeração de pessoas. Lave sempre as mãos e mantenha distância de pessoas com sintomas.

Faz mal à saúde viajar com 50 pessoas dentro de um ônibus com ar-condicionado, por seis horas, de Porto Alegre a Florianópolis?
Marcos Garcia, Porto Alegre

Os ônibus de viagem são ambientes com grande risco de transmissão de qualquer vírus, por causa do ar-condicionado e da aglomeração de pessoas por muito tempo. Nesses casos, tente proteger a boca e o nariz e lave constantemente as mãos.

Tenho uma formatura em Uruguaiana, em 1º de agosto. A princípio, levaria minha filha de três meses. Agora estou em dúvida.
Nilian Sampedro, Porto Alegre

Não é recomendado levar uma criança tão nova para qualquer lugar com aglomeração de pessoas, independentemente da existência ou não da gripe A. Elas têm um sistema imunológico mais baixo do que o de um adulto.

O uso de máscaras é recomendado em que situações?
Thomas Angoneze, Porto Alegre

Sempre que houver a possibilidade de contato próximo (menos de um metro) com gripados, desde que seja utilizada corretamente. Ela perde a eficácia com o tempo e deve ser trocada sempre que ficar úmida. Alguns especialistas recomendam trocá-la três ou quatro vezes por dia.

Gostaria de saber se meu filho, que tem problema respiratório, corre risco de pegar essa gripe. Posso vaciná-lo contra a gripe? Ele deve continuar indo à escolinha?

Fabiane Silva Teixeira, Canoas

Qualquer pessoa pode ser infectada pelo vírus, mas os pacientes com problemas respiratórios têm mais risco de desenvolver complicações. É preciso redobrar a atenção caso os sintomas apareçam. A vacina da gripe ajuda a prevenir contra o influenza sazonal, e não contra a nova gripe. A criança pode seguir indo à escolinha normalmente, desde que não haja surto da gripe no local.

Tenho um filho de três anos na escolinha. Trabalho o dia inteiro e tenho de levá-lo mesmo com frio e chuva. Como protegê-lo? Estou trabalhando bastante o sistema imunológico dele. Só isso adianta?
Rosemeri de Almeida, Uruguaiana

É muito bom deixar o sistema imunológico em dia, com alimentação saudável e exercícios físicos regulares. Ele pode continuar indo à escola, mas deve estar sempre bem agasalhado e protegido contra a chuva.
Fontes: Claudio Stadnik, professor de infectologia da Ulbra, Flávia Bravo, coordenadora médica do Centro Brasileiro de Medicina do Viajante (CBMEVi), Juarez Cunha, pediatra, e Lessandra Michelim, infectologista do Hospital Geral de Caxias do Sul e professora da UCS



Fonte: Zero Hora



Escrito por Airton \\ tags: , , , , , ,